FEAC FRANCA
ACERVO
José Antônio de Souza
323 - adicionado em Novembro/2007
1978, ano em que José Antônio deu seus primeiros passos na radiofonia francana, levado pelo apresentador sertanejo Jerônimo Rosa, na Rádio Difusora de Franca.

NOME: José Antonio de Souza
FILIAÇÃO: Joaquim Alves de Souza Sobrinho e Virginia Maria de Souza
NACIONALIDADE: Brasileira
ESTADO CIVIL: Casado
FILHOS:- Nayara (21 anos) Luiz Gustavo (17 anos) e Julia Félix (15 anos)
NETO: Joaquim Felix

1-) Fale de sua infância.
Quase não tive infância. Comecei a trabalhar com 8 anos na rádio Difusora, sendo contratado. Mesmo assim gostava de jogar bola, praticar artes marciais e natação. Essas práticas esportivas sempre eram desenvolvidas em finais de semana ou à noite.

2-) Como foi seu relacionamento com seus pais?
Por ser o filho mais velho (homens) - somos em seis irmãos -, o relacionamento era bastante cordial. Aliás, meus pais sempre deram crédito aos meus pensamentos. Eu era muito realista e falava muito sobre questões familiares e de organização doméstica. Por isso, até mesmo as compras mensais eu fazia com minha mãe. Sempre mantendo uma excelente organização. Meus pais foram que incentivaram a iniciar na profissão de radialista, através do ex-vereador e radialista, Jerônimo Rosa. NO rádio, foram meus padrinhos Raimundo Noronha, Valdes Rodrigues, Everton Lima e até mesmo Renato Valim.

3-) Você tem irmãos? Fale um pouco deles.
São cinco e comigo seis. Gosto muito deles. Somos unidos - éramos mais, depois do falecimento de meus pais nos distanciamos um pouco. O trabalho e outros afazeres foram explícitos para que isso ocorresse.

4-) Qual sua formação profissional?
Tenho muitos cursos de formação profissional, ensino fundamental, médio completo e superior incompleto. Mesmo assim, com minha formação obtive registro de radialista (locutor noticiarista, locutor e técnico), MTB provisório de registro de jornalista, afinal só de comunicação tenho 33 anos.

5-)Quando você começou na comunicação? Fale de sua trajetória.
Comecei em 1978, quando Rui Pieri e José Ponce Cubeiro Filho deram-me a chance de ser técnico de rádio, depois discotecário. Meu primeiro salário foi 500 cruzeiros. Tudo repassava aos meus pais. Depois de dois anos fui para a rádio Hertz, trabalhei como técnico de som, técnico em gravação, discotecário. Também exercia funções no FM. Retornei a Difusora em 1981 e fiquei até 2003, quando fui contratado para trabalhar na rádio União da Franca (98,3). Nesse período já trabalhava no Grupo Editorial de Franca, onde estou há 10 anos.

6-) Qual órgão de comunicação está atualmente?
Desde 2000 presto serviço ao Grupo Editorial de Franca (JORNAL DIARIO DA FRANCA)

7-) Já teve ou pretende fazer algum programa em TV?
Fiz algumas participações na Band, e em canais fechados

8-) O que você acha da comunicação nas Rádios?
Em termos profissionais as informações e os programas são diferentes do passado. Gosto muito de notícia e os programas são repetitivos. E os repórteres não têm aquela situação de dar a notícia em primeira mão (ser o primeiro a chegar com a notícia). No passado isso ocorria e, por isso, deixava meus concorrentes comendo poeira. Mas, essa sensação era gostosa. Mas, também levava alguns furos. A concorrência existia ao contrário de hoje onde existe um corporativismo nas informações. Pelos baixos salários a qualidade dos profissionais deixa a desejar.

9-) O que acha dos noticiários da internet?
Fundamental para manter as informações atuais.

10-)Você acha que a internet futuramente pode acabar com o jornal impresso?
Não acho que vai acabar com o jornal impresso. Entendo que será um concorrente forte e os jornais que não se adaptarem à realidade estarão perdendo para os concorrentes. Tem opinião diferenciada sobre isso. Mas, como não sou dono do dinheiro não posso fazer muita coisa.

11-) Como você escolhe as reportagens para o público? Fica feliz quando tem feedback?
Um bom jornalista ou repórter depende de fonte. E graças a Deus nesses 33 anos de trabalho consegui a confiança de muitas pessoas que quando descobre ou sabem de qualquer novidade fazem questão de me comunicar. As pautas de reportagens sempre caem quando surgem reportagens mais interessantes no final da tarde. Por isso, é importante fazer um levantamento no início da noite (para o jornal) e informar o leitor com exclusividade no dia seguinte, além de pautar noticiários de rádio e teve. E dando um furo de reportagem sempre deixa o repórter feliz

12-) Qual foi o momento mais importante de sua carreira.
Tive várias ascensões em minha carreira. Mas, hoje me considero no melhor de minha vida profissional, pois tanto profissionalmente quanto na minha vida familiar estou tranqüilo.

13-) O que você acha dos eventos que você é convidado por interesse em divulgação?
Sou oriundo de família pobre, de características da periferia, por isso valorizo muitos os eventos comunitários e voltados à sociedade. Além disso, valorizo as questões educacionais.

14-)Profissionalmente é um homem realizado?
Tinha muitos sonhos. Tenho realizado muitos deles. Faltam algumas propostas para serem realizadas e acredito que conseguirei concretizá-los nos próximos anos.

15) O que você diria à alguém que está começando agora a carreira de jornalista?
Diria que a carreira de jornalista é muito espinhosa. Uma das melhores escolas é trabalhar no rádio em várias áreas. Ali é uma verdadeira escola. Se você iniciar por ai e evitar jogos de interesses. Ter ética profissional e seriedade nas informações, ser estritamente democrático a carreira pode ser promissora.

16-) Qual o programa que gosta de fazer em família?
Tenho sonho de viajar para Natal (de avião) com minha família.

17-) Sabemos que o Jornalista não tem horário para realizar seu trabalho, sua esposa e filhos, compreendem sua profissão?
Essa é uma situação diferenciada. O jornalista e radialista não são como um sapateiro que tem hora de chegar, almoçar e saída. Muitas vezes ultrapassamos a barreira de nossos limites. Á espera de uma notícia o jornalista atravessa vários períodos deixando de lado o almoço, jantar e outros compromissos. Por esta razão nem sempre somos bem entendidos pela esposa e filhos, principalmente quando surge uma pauta de ultima hora. Temos compromissos com a informação e o veículo que trabalhamos. Por isso a informação é necessária ser dada seja qual for a hora, independente de estar em reunião familiar ou não. Por isso, hoje são poucas as pessoas que se dedicam, desdobram em suas funções. Quando recebe uma notícia, que pode ser manchete de rádio ou jornal ficou meio maluco para apurar os fatos e noticias. E muitas vezes atrapalham no relacionamento. Somente as pessoas do meio entendem essa situação. Mas, minha esposa e meus filhos estão escaldados dessa situação.

18-) Deixe uma mensagem aos internautas Nossa Noite.
Eu consigo ler de 4 a 6 jornais por dia, via Internet. Acompanho nada mais nada menos do que 28 sites de interesses jornalísticos. Além disso, minha caixa de emails recebe de 250 a 320 mensagens por dia. É preciso acompanhar tudo e ser bem informado, para que você possa também deixar as pessoas bem informadas.

Palavra ou Palavras?

Família: tudo em minha vida
Amigos: não tenho só amizades
Lugar: zona rural para aliviar do estresse
Não deixo de: ler os jornais de minha cidade todos os dias
Amigo não pode: ser interesseiro ou altruísta
Lazer: ver meu filho jogar bola
Domingo: passear com minha esposa
Abomino: mentira
Sonho: conhecer o Brasil
Política: Orestes Quércia e Fábio Meirelles
Deus: sem ele não consigo fazer nada

Entrevistado por: Rose Victal - 2010
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