FEAC FRANCA
ACERVO
Antônio Marcos Kaluf
175 - adicionado em Janeiro/2008
Antônio Marcos Kaluf - biografia enviada em 20 de janeiro de 2011 ao nosso Museu da Imagem e Som pelo seu filho, Marco Aurélio Belltato Kaluf.

Nascido em 10 de junho de 1934, na cidade de Jeriquara, Estado de São Paulo, falecido em 9 de julho de 2008.
Filho de Rachid Kaluf e de Victoriana Silva Kaluf .
Seu pai era imigrante sírio erradicado no Brasil em 1914, quando foi morar em Catalão no Estado de Goiás, posteriormente vindo para Jeriquara/SP, aonde se casou e teve 5 filhos.
Ainda criança, Antonio Marcos Kaluf, mudou-se para Franca com toda sua família.
Quando tinha 11 anos de idade perdeu seu pai e, nesse momento, teve que trabalhar para ajudar a família que se encontrava em dificuldades financeiras.
Queria muito estudar para poder melhor sua condição de vida e para isso trabalhou pesado durante o dia todo carregando marmitas que eram fornecidas pela pensão de sua mãe e estudava a noite.
Naquela época as opções de cursos em Franca não muitas.
Almejou ser contador e para fazer o curso de contabilidade, na então escola Ateneu, fez um acordo com o diretor, por meio do qual acertou que trabalharia ao longo do dia como servente da escola e a noite poderia freqüentar as aulas.
Terminando o curso de contabilidade, consegue emprego em uma fábrica de calçados (Agabê), então Calçados Sheila, iniciando na produção e, após algum tempo passa a trabalhar no escritório da empresa.
Nesse momento começa sua carreira como contabilista na função de auxiliar de escritório no Calçados Agabê, de propriedade do senhor Hugo Betarello.
Naquele momento essa fábrica estava instalada na esquina das ruas do Comércio e José Bonifácio. Isso se deu em 1953.
Antes, pertenceu ao quadro de operários nas fábricas de calçados, na época, Regis e São Lucas, sendo que a São Lucas passou ao nome de São Luiz e que depois mudou seu nome para Calçados Francano, de propriedade de Nelson e Leandro Palermo.
Ao fim de 1953, a convite de seu professor de professor de contabilidade (Everton Paulo Merlino), transferiu-se com sub-contador para a empresa Caleiro S.A., aonde trabalhou até 1957 nesse cargo.
Ao fim de 1957 transferiu-se como contador-chefe para a empresa Cerqueira Pucci e Cia., depois Cerqueira Pucci S/A Materiais Para Construção.
Além de ser contador chefe na Cerqueira Pucci S/A, também prestou serviços de contabilidade para outras diversas empresas francanas, dentre elas a empresa Pinheiro e a Pereira e Cia. Ltda. Retífica de Motores.
Nessa época, já despontava como político que participava ativamente do Grêmio Estudantil de sua escola na qual conheceu sua esposa e companheira, Thereza de Lourdes Bellato, que liderava uma campanha estudantil para eleger Nossa Senhora como a Rainha dos Estudantes de Franca.
Thereza de Lourdes Bellato, conhecida como Lourdinha, foi apresentada, pelo então diretor do Colégio Ateneu, Sr. Garcia, a Antonio marcos Kaluf, para que ele a acompanhasse nas visitas às salas da escola para apresentar a campanha.
Lourdinha e Kaluf casaram-se no dia 21 de junho de 1959. Onde ela passou a se chamar Thereza de Lourdes Bellato Kaluf, ou então, Lourdinha Kaluf.
Nessa época, já contador formado, trabalhava ao longo do dia e a noite era professor na mesma escola aonde dantes era servente. Era então professor de contabilidade do colégio Ateneu.
Já acumulava assim duas profissões, contador e professor, além das que exercera anteriormente em seu preparo acadêmico.
Tendo em vista seu dinamismo e uma até um que de irrequieto, não bastava ser contador e professor, e assim se tornou também radialista, passando a narrar e comentar jogos de futebol aos finais de semana.
Participou da antiga Rádio Clube Hertz de Franca, trouxe para a cidade a Rádio Piratininga, hoje a atual Rádio Difusora de Franca.
Seu primeiro filho, Antonio Marcos Kaluf Junior, nasce em 22 de agosto de 1960.
Em 14 de outubro de 1961 nasce seu segundo filho, Marco Antonio Bellato Kaluf.
Em 2 de março de 1963 nasce Márcio Antonio Bellato Kaluf, seu terceiro filho.
Em 1965 abriu seu escritório de contabilidade e consultoria em Franca, naquela época sediada na Rua Monsenhor Rosa 1967.
Também nesse período foi nomeado gerente da Cagesp Armagéns Gerais, hoje Ceagesp, onde trabalhou até 1975, tendo feito vários amigos que o acompanharam até seus últimos dias aqui conosco.
Alguns amigos como José Donzelli, Mário, Antonio José Rodrigues, Mauro, Alcir, e outros com quem nunca perdeu o contato.
Amigos como Donzelli e Antonio José que passaram a noite toda exatamente ao lado de seu caixão em uma noite fria e interminável de inverno que antecedeu o enterro.
Amigos que em seu período de doença nunca o desampararam. Por exemplo, ainda após sua morte auxiliaram imensamente a viúva e família em acertos diversos, tais como os da pensão e outros mais.
É importante lembrar que mesmo casado e com sua família, Kaluf sempre cuidou e amparou sua mãe Victoriana Silva Kaluf, ou simplesmente Dona Niquinha, a quem sempre dedicou muito carinho e atenção.
O então professor, contador, radialista, inicia outra atividade. Candidatasse a um posto na vereança da Franca. Foi eleito vereador.
Sempre fazendo parte da Comissão de Finanças da Câmara de Vereadores, foi Presidente da Casa em 1968.
Como vereador e presidente da Câmara Municipal de Franca participou da fundação e instalação da faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca, hoje a atual Unesp Franca.
O primeiro curso de auxiliar de enfermagem instalado na então Escola Municipal Dr. Julio Cardoso, foi um projeto de iniciativa de Antonio Marcos Kaluf, bem como outros.
Também foi o autor do projeto que se tornou lei, este o dava isenção de impostos municipais aos produtores de leite do município.
Outro projeto que se tornou lei que incentivava os bancos a conceder crédito agrícola aos produtores rurais do município de Franca.
Com esse projeto o banco que se comprometia a oferecer 50% ou mais dos depósitos a vista como crédito e teria isenção integral de impostos municipais.
Criou o ‘cinturão verde’ da cidade a fim de se fazer produzir verduras no município além de outros projetos de relevante importância para a com população francana.
Kaluf teve a oportunidade como vereador, em seus três mandatos, ao lado do então prefeito Hélio Palermo, amigos como Antonio Augusto Nunes de Souza, Orlando Furini, Geraldo Taveira, José Finardi Garcia, José Sanches, dentre outros.
Kaluf sempre teve o dom e gosto pela oratória.
Durante toda a sua carreira proferiu várias palestras sobre contabilidade, administração, saúde financeira de empresas, conjunturas sócio-econômica dentre outros inúmeros assuntos em todos os Estados do país a convite de inúmeras empresas, entidades e governos.
Várias vezes fora convidado a fazer saudações a representantes políticos como em 1965 quando visitou Franca o então governador Adhemar de Barros.
Em 22 de outubro 1967 ele é abençoado por Deus com o nascimento de sua filha Angélica Tereza Bellato Kaluf de Andrade.
A partir do escritório foi assistente e consultor contábil e empresarial da cooperativa de laticínios de Patrocínio do Sapucaí Ltda., em Patrocínio Paulista durante 12 anos.
Em 1972 a convite foi também paralelamente aos serviços que prestava em seu escritório foi assistente e consultor contábil empresarial da Cooperativa de Laticínios de Brodoswki Ltda., a qual veio a se fundir a de Patrocínio Paulista e que se transformou na Coonai, Cooperativa Nacional Agro Industrial Ltda., com sede em Ribeirão Preto.
Demitiu-se como consultor da Coonai em 1974 e em 1975 foi convidado a fazer parte da diretoria dessa cooperativa.
Tomou posse e ocupou os cargos de diretor administrativo e financeiro até 1987 quando foi eleito presidente da cooperativa onde cumpriu três mandatos consecutivos de 4 anos.
Em 22 de julho de 1976 Deus lhe presenteia com seu último filho, Marco Aurélio Bellato Kaluf.
Ainda na Coonai, participou na fundação da Credicoonai, Cooperativa de Crédito Rural Coonai, aonde ocupou os cargos de Diretor Administrativo e Diretor Financeiro por dois mandatos e após por três mandatos de 4 anos como Presidente.
Participou na fundação da Cooperativa Central de Crédito Rural do Estado de São Paulo – Cocecrer, com sede em São e foi seu Diretor Administrativo até 2004.
É um dos fundadores do Banco Cooperativo do Brasil S.A., Bancoob, com sede em Brasília e que interliga hoje mais de 1.300 cooperativas de crédito em todo o Brasil.
Foi Diretor da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo – Ocesp por três mandatos.
Foi Diretor do Instituto Francano de Ensino por 7 anos, tendo criado diversos cursos na área comercial e também de formação de professores no antigo curso Normal.
Lecionou contabilidade geral e bancária na Escola Técnica de Comércio de Franca, e também na hoje Fundação Paula Souza, antiga Escola Industrial Dr. Julio Cardoso.
Também se formou advogado na década 1970, atuando nas áreas tributária e comercial.
Devido seus problemas de saúde foi obrigado a se afastar de diversas funções, mesmo assim mantendo-se atuante como advogado e consultor de empresas, sempre para o viés contábil e organizacional, bem como mantendo-se ainda na atividade de palestrar.
Teve a oportunidade de ser reconhecido por seus méritos ainda em vida, com o quando recebeu o título de cidadão ribeirãpretano, homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, quando então era presidente da Câmara Antonio Carlos Morandini e Prefeito Dr. Roberto Jábali.
Pouco antes de seu falecimento, em 2007, recebeu uma bonita homenagem do Sindicato dos Contabilistas de Franca e Região. O convite foi feito pelo presidente do sindicato e ex-aluno de contabilidade de Kaluf e pela contabilista Diva Junqueira. Na oportunidade dessa homenagem Kaluf proferiu uma dos mais brilhantes discursos de sua vida como sempre falando de improviso, fato que coroou toda sua vida profissional.

Faleceu em 9 de julho de 2008. Seu coração parou quando estava se preparando para deixar a CTI do Hospital São Joaquim e ir para casa continuar sua luta.

Morreu em batalha no dia da Revolução Constitucionalista, mais um presente concedido por Deus, aquele que se comportou como um soldado e sempre lutou em sua vida para o bem estar das pessoas com quem conviveu.

Deixou saudades a todos nós, esposa, 5 filhos, 14 netos e amigos.

Na Revista Credicoonai, edição junho/julho 2008, o Diretor Presidente dessa cooperativa, Henrique Castilhano Vilares, prestou-lhe uma bela homenagem no editorial com o título ´Valeu chefe’ . Onde ressaltou a origem humilde de Kaluf as várias atividades que exerceu e principalmente lembrando que foi garças a política que o ‘chefe’ desenvolveu na Coonai de recrutar jovens agricultores para os comitês que ele, o então presidente Henrique C. Vilares, se engajou no cooperativismo. Falou das broncas e das frases de efeito que Kaluf sempre usava: ‘...crédito é uma questão de segurança e não de confiança’; ‘incentive os cooperados a usar e não a abusar do crédito’; ‘esperar só é permitido a mulheres grávidas’; ‘no bom arquivo nada se procura apenas se busca’; ‘ o orçamento fixa as despesas que não podem crescer e fixa as receitas que devem crescer’.
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